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As formigas-cortadeiras podem comprometer a produtividade da sua plantação
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O INIMIGO QUE MORA DEBAIXO DA TERRA

Uma das pragas que assombram os produtores florestais é a formiga-cortadeira. O inseto afeta as plantações de pínus, eucalipto e demais cultivos, fazendo o corte das folhas e levando-as até o formigueiro, para cultivar os fungos que são o seu alimento. O dano causado pelas formigas-cortadeiras pode afetar em até 50% do plantio até o final do ciclo, ou no caso de ataque em plantios jovens, pode comprometer a formação de sua floresta.

Pelo fato de as colônias de formigas ficarem abaixo do nível do solo, o controle precisa ser realizado através de um produto aplicado nas proximidades do formigueiros (terra solta), sendo este uma isca granulada, para que as formigas operárias o transportem e o incorporem no fungo que serve de alimentação de outras operárias e da formiga-rainha. Em um formigueiro adulto, com mais de três anos de idade, é possível haver mais de 10 milhões de formigas que são geradas por essa rainha. Por isso, é importante que o ingrediente ativo do produto chegue até ela.  

A pesquisadora florestal da Klabin, Mariane Camargo, conta que, com o efeito positivo da aplicação desta isca, o formigueiro pode paralisar suas atividades em até três dias após a aplicação. Mas ela faz um alerta: é preciso continuar o monitoramento pelos próximos seis meses, pois o formigueiro pode estar apenas amuado (parado), e novas operárias podem ser geradas pela rainha. “Para o efetivo controle desta praga, nós utilizamos uma quantidade de isca de acordo com o tamanho do formigueiro (terra solta), só através da medição correta do formigueiro e a aplicação da quantidade correta de produto é possível controlar este inseto. O primeiro passo então, é localizar e medi-lo”, conta. 

Para que as formigas levem o produto até a rainha, é preciso que na composição da isca tenha algum atrativo. Por isso 99,8% da isca é composta de bagaço de laranja. O restante é o ingrediente ativo, capaz de controlar o formigueiro. A especialista ressalta que, para maior aproveitamento e sucesso da aplicação, é preciso observar alguns cuidados, como: evitar períodos de chuva, umidade do solo e aplicar a dose do produto próximo aos orifícios de terra solta, estes conhecidos como olheiros. Mas notem, a aplicação deve ser próxima (pelo menos um palmo de distância) e nunca dentro destes orifícios.

Lembrando que o produtor deve usar luvas no momento da aplicação.  Isso é importante para evitar que a isca não perca o seu atrativo, uma vez que o contato humano altera o odor do produto, o que atrapalha o carregamento da isca. 

Como parte de nosso compromisso com a melhoria contínua de nossos processos, temos estudado alternativas ao uso do composto químico que compõe esta isca, em busca de opções naturais. 

Como calcular a quantidade de produto a ser usado no formigueiro:

O cálculo da aplicação depende do tamanho do formigueiro. Para isso, o primeiro passo é multiplicar o diâmetro pelo comprimento do formigueiro (quantidade de terra solta). Por exemplo, uma colônia com cinco metros de diâmetro por um metro de comprimento tem cinco metros quadrados. Como a quantidade recomendada do produto é de 10 gramas por metro quadrado (m²), então, nesse exemplo, seriam utilizados 50 gramas da isca. Essa quantidade pode ser separada em 5 doses de 10 gramas. Cada dose deve ser colocada a um palmo de distância de olheiros e carreiros - que são as saídas do formigueiro e o percurso das formigas -, nunca em cima ou dentro deles.

Identificou que seu plantio está sofrendo danos de formigas cortadeiras ou alguma outra praga? Entre em contato com nosso time pelo canal de atendimento do Plante com a Klabin: 42 9818-4969 ou pelo 0800 728 0607. Agendaremos uma visita na sua propriedade e faremos as orientações necessárias.

Outras pragas também são observadas e controladas na região, como a vespa da madeira, cupins, gorgulho do eucalipto e o psilídeo-de-concha. Detalharemos nas próximas edições como lidar com essas infestações.