Publicador de Conteúdos e Mídias

null A revoada das formigas cortadeiras

icone

central de notícias

Nos meses de setembro e outubro acontece a revoada das formigas cortadeiras. Entenda como esse fenômeno ocorre e saiba como realizar um controle eficiente em sua floresta.
esquerda direita
A revoada das formigas cortadeiras

Já percebeu que nos meses de setembro e outubro é comum avistar várias formigas voando por aí? São as chamadas formigas cortadeiras realizando a Revoada! Este é o nome dado ao processo de acasalamento e formação de novos formigueiros. Por isso, nestes meses é muito importante que os produtores rurais fiquem ainda mais atentos a ocorrência desse fenômeno próximo às suas plantações de pínus e/ou eucalipto. Essas pequeninas podem causar grandes estragos nas florestas e prejudicar o crescimento das árvores. Mas não se preocupe que vamos explicar como é possível evitar e controlar estas pragas.     

 

Como acontece a Revoada? 

A ocorrência desse fenômeno se dá uma vez ao ano sob condições climáticas propícias, normalmente depois do inverno, após as primeiras chuvas da primavera. A Revoada indica a presença e proliferação da espécie das formigas cortadeiras e, como o próprio nome já diz, elas podem ser prejudiciais por cortarem as folhas das árvores para suprir o fungo que cultivam no formigueiro, que são a sua base alimentar. As cortadeiras mais comuns aqui, em nossa região, são as saúvas (Atta) e as quenquéns (Acromyrmex). 

Como foi  possível ver no  vídeo acima,  depois do período chuvoso os  formigueiros adultos de, em média, três anos começam a apresentar várias formigas operárias em seu entorno para protege-lo. Em seguida são liberados os  zangões ou bitus (machos alados) e as  tanajuras (novas rainhas) para realizarem o processo de acasalamento. Ele acontece no ar e a fêmea pode ser fecundada por mais de um bitu, até que sua espermateca, órgão no interior do abdômen, armazene os espermatozoides necessários para  a  fecundação dos  óvulos. Cada  tanajura sai do  formigueiro de origem com  uma pequena porção do fungo guardado em sua cavidade bucal que, mais tarde, será fundamental para o início de uma nova ninhada. 

Todo esse processo pode gerar milhões de formigas e essa proliferação é capaz de causar enormes danos econômicos e produtivos às plantações. Deste modo, é essencial que o produtor controle sua ocorrência. 

 

E como fazer um combate eficiente? 

Na matéria “O inimigo mora debaixo da terra” explicamos melhor sobre como são as características das formigas cortadeiras, sua organização, possíveis prejuízos à floresta e como fazer um controle eficaz dessas pragas.   

De acordo com Mariane Bueno de Camargo, Pesquisadora Especialista da Área de Fitossanidade Florestal da Klabin, é muito importante que antes da ocorrência do fenômeno, o produtor rural realize um monitoramento prévio em sua área para localizar os formigueiros e faça o controle com, pelo menos, 30 dias de antecedência da revoada, ou esperar entre 15 a 30 dias pós revoada para entrar com tratativas para o seu controle. 

 É importante salientar que após 90 dias deste período de acasalamento, novos formigueiros estarão formados, e as operárias iniciarão suas funções dentro da colônia. É nesse momento que o produtor deve agir, no período onde o monitoramento indicar o corte e atividade do formigueiro! “Nós da Klabin utilizamos e indicamos as iscas formicidas granuladas. Estas além da praticidade de aplicação, também garantem uma maior eficiência no controle”, afirma Mariane. Como passamos pelo período de revoada recentemente, é ideal que a aplicação seja realizada 30 dias após o fenômeno, utilizando a quantidade estipulada em bula do produto, onde indica quantas gramas de isca deve ser aplicada por metro quadrado de formigueiro.   

 

Fique de olho nos cuidados! 

Visando não atrapalhar a atratividade da isca, recomendamos que o produto seja aplicado com luvas do tipo nitríca, uma vez que o nosso odor pode influenciar na atratividade das formigas sobre as iscas. Outro ponto importante é ter atenção para o local e tempo de armazenamento das iscas: caso elas possuam um aspecto degradado ou úmido, não utilize. Em épocas chuvosas, a orientação é aguardar um período mais seca e optar pelo uso de Micro Porta Iscas (MIPI).  

Não podemos deixar de destacar também a utilização indispensável dos equipamentos de proteção individual. Eles protegem contra possíveis riscos à saúde ou segurança durante o exercício de uma determinada atividade. No caso do controle das Formigas Cortadeiras, os equipamentos de segurança necessários estão listados na bula do produto, podendo ser:  

- Óculos de segurança  

- Luva impermeável  

- Calçado de segurança  

Veja também algumas dicas em relação ao descarte das embalagens vazias:  

- Utilizar luvas durante o manuseio da embalagem.  

- Armazenar as embalagens vazias em local coberto, ventilado, ao abrigo da chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde estão guardadas as embalagens cheias.  

- Devolver a embalagem vazia no estabelecimento onde o produto foi comprado em até um ano.   

Em todo esse o processo de controle das formigas cortadeiras e até mesmo outras pragas, o produtor rural pode contar com o auxílio da Klabin. Nossas equipes técnicas estão em prontidão para informar e tirar todas as dúvidas que surgirem. Juntos, garantimos uma floresta mais saudável e livre de invasores. Ligue para a nossa central de atendimento 24 horas no número 0800 7280607